
Opa!
A festa da torcida não se refletiu dentro de campo. O Cruzeiro não se mostrava o mesmo guerreiro de partidas anteriores, e a equipe mineira se deixou controlar pela proposta de jogo dos argentinos e acabou perdendo o jogo por 1 x 2.
Na primeira etapa, logo no início, a leitura do jogo era a seguinte: o Estudiantes veio para segurar o jogo à espera da oportunidade certa, e o Cruzeiro se mostrava uma equipe insegura, nervosa e passiva ao jogo adversário.
O primeiro tempo não teve grandes emoções. A melhor oportunidade foi criada pelo Estudiantes que, aos 21', após passe de Fernandes, Boselli chutou por cima do gol.
Aos 37', Ramires iniciou uma pequena confusão, que acabou com o tradicional empurra-empurra e com Verón e Kléber amarelados.
No fim da primeira etapa, o Estudiantes era melhor e o Cruzeiro continuava passivo.
Após o intervalo, o Estudiantes voltou 5' atrasados, o que condiz com a cartilha da "arte da catimba" dos argentinos.
O Cruzeiro voltou ainda um pouco nervoso, mas sabendo que precisava se impor na partida para vencer o jogo.

No primeiro momento da partida em que o Cruzeiro conseguiu tocar a bola e se impor, Henrique chutou de longe e achou o canto do goleiro Andújar. Cruzeiro 1 x 0 Estudiantes.
Tudo se encaminhava para o título azul, mas foi nesse momento em que o herói do jogo apareceu.
Assim que sofreu o primeiro gol, a equipe do Estudiantes, surpreendentemente, passou a mandar no jogo. Surpreendentemente pois o normal seria o abatimento dos argentinos.
O herói do jogo, Sebastian Verón, chamou o jogo para si, e aos 11' fez um lançamento espetacular para o lateral Cellay que, sozinho, cruzou para o gol de Fernandez. Cruzeiro 1 x 1 Estudiantes.
Após o gol, comandados por Verón, os argentinos continuaram a mandar no jogo, o Cruzeiro continuou muito nervoso e não conseguia criar suas jogadas.
O Estudiantes jogava com o relógio, e o Cruzeiro não conseguia se impor. O castigo fatal veio aos 27'.
Após escanteio cobrado por Verón, o artilheiro Boselli

marcou o gol que viria a ser o tento do título para os argentinos. Cruzeiro 1 x 2 Estudiantes.
Após o gol, o Estudiantes se trancou na defesa, o Cruzeiro atacava desordenadamente, e perdeu duas chances com Thiago Ribeiro. Aos 41', uma bomba do camisa 11 explodiu no travessão, e aos 43', após cruzamento de Athirson, Ribeiro chutou por cima da meta.
A ultima chance veio aos 46', quando Thiago Heleno completou cruzamento da direita por cima do gol.
Final de jogo, 1 x 2, Estudiantes Tetracampeão da Libertadores.
Durante toda a Libertadores, a campanha do Cruzeiro foi impecável. Atuações maravilhosas, e vitórias com a marca da eficiência da equipe.

Na partida de hoje, o Cruzeiro não lembrou, nem de longe, as atuações contra São Paulo e Grêmio. O Cruzeiro sentiu a pressão e não conseguiu se impor.
Mesmo saindo na frente no placar, o Cruzeiro não soube controlar o jogo e foi completamente envolvido pela proposta de jogo dos argentinos.
Um outro detalhe a ressaltar, foi a falta de opções no ataque. Hoje, Kléber, Ramires e Wellington Paulista foram praticamente anulados pela defesa adversária, e nenhum outro jogador se apresentou para o jogo, principalmente os laterais.

Já na equipe do Estudiantes, Verón chamou o jogo para si, conduziu o time no momento mais delicado da partida e foi o maior responsável por essa conquista.
Outro fator a se ressaltar, é que Verón conseguiu o mesmo feito de seu pai. Verón, o pai, foi tricamperão da Libertadores em 68, 69 e 70, com o mesmo Estudiantes.
O Cruzeiro tinha tudo para vencer, mas não conseguiu confirmar o seu favoritismo dentro de campo, e acabou sofrendo o revés para uma equipe pior tecnicamente, mas que se mostrou superior taticamente e com muito mais raça.
Parabéns ao Estudiantes de La Plata, Tetracampeão da Copa Libertadores da América.
Abraços!
Fotos: Uai.com.br
Globoesporte.com